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Postado:     09:48

Casal de Santa Catarina planeja dar volta ao mundo de Kombi

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Um casal de Joinville, no Norte catarinense, começa neste sábado (14) uma viagem de volta ao mundo a bordo de uma Kombi. Eles adaptaram o veículo para servir de casa. Os dois aventureiros gostam tanto de viagens que se conheceram em um mochilão.

Viver com o pé na estrada sempre foi muito mais aconchegante para o gerente de restaurante Ricardo Pereira e a técnica em mecânica Luana Porto do que dentro da própria casa.

“Inclusive a minha mãe falava que, desde novo, quando eu comecei a engatinhar, eu sempre procurei o caminho da rua. Isso está dentro da gente”, disse Ricardo.

Com dinheiro ou sem, eles sempre deram um jeito de explorar o mundo. Quatro anos depois de estarem morando juntos e trabalhando direto, perceberam que a vida já não cabia num único lugar.

Então surgiu a Chica, essa Kombi de 1993, e, com ela, o plano de percorrer o mundo. De Joinville, eles vão primeiro para o Paraná e depois, Minas Gerais. Em seguida, embarcam em uma aventura pela América Latina numa viagem sem data de retorno, passando por Paraguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru e Colômbia.

“E conhecer assim de verdade, conhecer a fundo e passar o máximo de tempo possível. Conhecer a culinária, a diversidade cultural que eles têm”, disse Ricardo.

Adaptação

A Kombi Chica foi adaptada com o máximo conforto em pouco espaço. Tem cama, que pode ser sofá, ao lado de um armário, uma cozinha quase completa e até um reservatório de água.

“A gente fez toda a parte da madeira, que são materiais reciclados. A gente optou por sempre buscar colocar sustentabilidade no nosso projeto”, explicou Luana.

Para viver dentro de uma Kombi, eles passaram um ano se adaptando. Se mudaram para um quarto pequeno e fizeram uma limpa no guarda-roupa. O problema foi convencer a família da ideia.

“Nossa, eu queria matar. Eu digo para você hoje assim: meu coração está em pedaços, mas feliz por ela estar realizando um sonho dela”, disse a mãe de Luana, Maria Isabel Porto.

Custos e crescimento
A liberdade tem um custo. A ideia é participar de feiras vendendo doces e artesanato, além de uma reserva financeira para emergência.

“A nossa realização dessa viagem, o que a gente espera, é crescer pessoalmente. Abrir mais o coração, estar aberto às pessoas”, resumiu Ricardo.

“E inspirar pessoas para que elas saibam que a vida não precisa ser esse vale comum onde todo mundo vive. Que dá para ser diferente, dá para ser melhor do que é”, completou Luana.

Informações e Foto: G1 SC

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