sexta-feira, 22 de junho 4:14
assine
Postado:     14:06

Correios de SC adere à greve nacional e tem atendimento parcial nesta segunda

Share

Os funcionários dos Correios de Santa Catarina estão aderindo à mobilização nacional que paralisa as atividades da empresa nesta segunda-feira. A maior parte das agências está funcionando parcialmente, com alguns serviços suspensos e outros sem alteração. Uma assembleia nesta tarde deve decidir pela continuidade ou não da greve no Estado.

Segundo Giovani Zoboli, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect SC), a maioria dos trabalhadores das regiões da Grande Florianópolis, Vale do Itajaí, Norte e Sul do Estado participa da mobilização. O serviço de encomendas em São José, por exemplo, foi totalmente paralisado. A região com menor adesão, e consequentemente com o maior número de agências operando normalmente, é o Oeste.

A principal pauta da mobilização é o plano de saúde dos funcionários. Conforme o Sintect, atualmente os funcionários têm o benefício no regime de coparticipação, pagando percentual de 10% a 20% quando algum serviço for utilizado. Entretanto, a empresa planeja começar a cobrar uma mensalidade sobre o serviço, além de excluir pais e mães da lista de dependentes.

Julgamento define continuidade da greve

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve julgar nesta segunda se a mudança proposta pela empresa é legal ou não. A justificativa é que a manutenção dos planos de saúde no atual modelo foi decidido em assembleia coletiva com a empresa em outubro de 2017. De acordo com a estimativa do Sintect, essa alteração poderia custar de 300 a 400 reais para cada funcionário, o que supera o valor ganho de muitos funcionários após o reajuste de 2,07% do último acordo.

O sindicato da categoria deve se reunir nesta tarde para acompanhar o julgamento do TST na Praça XV, no Centro de Florianópolis, ou na sede do próprio sindicato. Apesar de oficialmente a greve ter duração indeterminada, existe a possibilidade da paralisação ser encerrada caso houver um resultado um resultado positivo para a categoria nesta segunda. Existe, ainda, a possibilidade de acabar com a greve hoje e voltar a mobilizar os funcionários em alguns meses.

Outras reivindicações

O Sintect justifica que tem outros motivos para começar a greve nesta segunda. Um deles é a necessidade de realizar um concurso público para preencher as 1.300 vagas que estariam sem funcionários no Estado. Segundo os dados do sindicato, atualmente há pouco mais de 3.600 pessoas que trabalham nos Correios em Santa Catarina, sendo que o número ideal seria próximo a 5 mil trabalhadores — número que era realidade em 2007.

— Estamos lutando para melhorar o atendimento ao público. Não conseguimos atender toda a demanda porque não contratam funcionários para realizarmos o trabalho de forma adequada. Queremos resolver esse problema — explica o secretário geral do sindicato da categoria, Giovani Zoboli.

A manutenção dos veículos da empresa, já que atualmente há carteiros que precisam dividir o veículo durante parte do horário de trabalho, é outro ponto na pauta da mobilização. Por fim, o sindicato ainda defende a não extinção do cargo do operador de triagem, que em algumas empresas privadas é realizado de forma automatizada.

Contraponto

Em nota divulgada pela central dos Correios, a empresa destacou que deve aguardar a decisão no TST para tomar alguma decisão. Veja abaixo a íntegra:

A greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados. Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação iniciada nesta segunda-feira (12), foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST. A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos.

 

Informações e Foto: Diário Catarinense

Área para Assinantes

Por favor, logue no site.