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Postado:     15:10

Ex-presidente do Grêmio, Fábio Koff, morre aos 86 anos no RS

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O ex-presidente do Grêmio, Fábio André Koff, morreu às 7h20 desta quinta-feira, dia 10, no Hospital Moinhos de Vento em Porto Alegre (RS). Ele estava internado na unidade com um quadro de infecção generalizada.

Conforme o boletim médico, o dirigente ingressou no hospital no dia 3 de maio após apresentar mal-estar e febre. Os exames detectaram que Koff estava com anemia severa e abscesso hepático. Sem dar resposta satisfatória à medicação e às outras medidas médicas, ele foi transferido na segunda-feira, dia 7, para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI), onde morreu nesta manhã. 

Nascido em 13 de maio de 1931, em Bento Gonçalves, teve o primeiro contato com o Grêmio no final dos anos 1930. Em Garibaldi, Koff escutava os jogos do time em um rádio no Café Possobon, próximo à residência da família. Tinha seis anos quando ganhou a primeira camiseta do clube.

Advogado, depois magistrado, professor, secretário especial do governo Pedro Simon, presidente da Corsan, Koff rodou pelo interior, mas sempre manteve a paixão pelo clube.

A chegada ao Grêmio foi em 1975, aos 44 anos. No ano seguinte, elegeu-se vice de futebol na chapa do presidente Hélio Dourado. Permaneceu no cargo por pouco tempo, sendo substituído por Nélson Olmedo. No final de 1980, concorreu a presidente e foi derrotado por Dourado. Foi eleito em 1981, contra Rafael Bandeira.

Em 1982, a perda dos títulos gaúchos, para o Inter, e do Brasileirão, para o Flamengo, lhe rendeu críticas da torcida, mas o seu trabalho teve continuidade. A resposta veio com a conquista da Libertadores e do Mundial no ano seguinte, fatos que reabilitaram sua imagem e o colocaram em definitivo na história do clube. Entre 1990 e 1992, atuou como presidente do Conselho Deliberativo.

A segunda passagem de Koff pela presidência, entre 1993 e 1996, marcou um dos momentos futebolísticos mais fecundos do clube. Ao lado do técnico Luiz Felipe Scolari, a quem contratou na metade do ano, o dirigente construiu o time que venceria competições como a Copa do Brasil (1994), Libertadores (1995) e Recopa Sul-Americana e Brasileirão (1996).

Ao deixar o Grêmio, assumiu então o Clube dos 13, onde ganhou prestígio por elevar o valor da cota paga pela TV aos participantes do Brasileirão e permaneceu até 2012, de onde só saiu para concorrer outra vez à presidência do Grêmio, na qual derrotaria Paulo Odone.

Ao reconduzi-lo ao comando do clube, com 7.695 votos, os associados apostavam na retomada da conquista dos títulos, o que não aconteceria, apesar dos altos investimentos em contratações. Uma semana antes de assumir, Koff havia polemizado ao afirmar em entrevista ao jornal Zero Hora que a Arena não era do Grêmio. Durante os dois anos de seu mandato, o ex-dirigente ocupou-se em renegociar o contrato com a OAS, em bases que não comprometessem tanto as finanças do clube. Morreu sem conseguir concluir a missão. Fábio Koff deixa a mulher, Ivone, os filhos Fábio Koff Júnior e Alexandre e quatro netas.

 

Informações e Foto: Correio do Povo

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